O único modo de um homem ser grande é que lhe façam grande os outros, por meio da leitura de seus atos e de suas palavras. Como almejar a grandeza então, se não pudermos exaltar aqueles que se destacam diante de nosso juízo? A única maneira de ser reconhecido é reconhecer. Por este motivo, o papel dos homens é, precisamente, admirar os que merecem. Entretanto, se admiramos pessoas que em nada engrandecem o mundo, espalhamo-nos na pequenez e reproduzimos, assim, um mundo pequeno.
Os homens não saem dos livros, os livros é que saem dos homens. Admirar a imperfeição não é erro, mas o acerto que permite que se produza algo perfeito. Nesse sentido, a perfeição é justamente o incompleto, o humano, o impuro: o próprio imperfeito. Contemplar não é crime. Admirar é uma necessidade. É somente por esse exercício que se vai adiante. A crítica exige que se efetuem operações de soma e subtração de acordo com o juízo merecido pela situação, indivíduo ou grupo inquirido. Alterar ou evitar operações é o verdadeiro erro. E o resultado é catastrófico: os grandes homens se encerram em masmorras e a pequenez triunfa diante de nossas instituições. E o que essas instituições garantem não é a segurança, mas a falta de admiração crítica à novidade.
Enquanto se puder mascarar sob a alcunha de natureza todo tipo de comportamento que não existe senão pela produção racional de conteúdo por homens, um escudo protegerá aqueles que não enxergam a necessidade da novidade e não percebem que o mundo segue pelo que é e por suas possibilidades. Com o devido respeito às necessárias proporções, o passado não existe senão no passado. A história tem reconhecida utilidade de compreensão, domínio e serve tanto ao propósito de enriquecimento cultural quanto ao de satisfação pessoal e mesmo coletiva. Seus constructos cá estão, mas o ponto do processo de edificação de que trata não pode mais ser trabalhado. Apenas se pode mudar agora o que existirá em seguida. A existência humana é, portanto, um processo de edificação daquilo que será. O passado serve de referência a comparações e entendimentos futuros, mas não existe. Sua leitura pode mesmo carregar um sentido utilitário, mas nesse caso o objetivo é único: compreender para interferir hoje no que haverá amanhã.
Desse modo, compreende-se como o homem é produto de si próprio e como apenas homens constroem a si e aos que o cercam. Em última análise, apenas o que tem existência verificável é agente criador. E é a compreensão do ser humano acerca de si mesmo que permite lapidar a essência humana. Notar que o homem não nasce pronto e que toda sociedade que o precedeu difere daquela em que ele viverá é necessário para que se perceba que tanto o sujeito é produto da teia de relações em que vive quanto esta teia é modificada e recriada constantemente por este e por todos os sujeitos nela presentes. A sociedade e suas instituições que coagem os indivíduos são produtos da relação entre os indivíduos. Dessa perspectiva, é plenamente aceitável que o homem se enxergue como capaz de moldar a si próprio e aos constructos de seu esforço. Essa compreensão de que não nascemos prontos e dotados de um destino é que nos permite alterar a cada instante aquilo que produziremos de nós e do mundo que nos cerca. A vida se apresenta como improviso, um repente; não estamos numa novela e não interpretamos papéis determinados. Se puder existir um controle sobre nossa obra, somente os homens é que são capazes de exercê-lo. E é justamente a capacidade humana de questionar que tem movido adiante as sociedades existentes em rumos diferentes; é a capacidade de criação dos homens que nos premia com o novo.
A grandeza é notavelmente o resultado da interação entre homens diante da realidade que os cerca. E a pequenez também. A justiça está na capacidade de reconhecer e admitir os atributos dos indivíduos. A retórica pode servir a qualquer finalidade e pode muito bem moldar verdades. Mas o que existe é o momento. E o futuro é o que existirá. Não é apenas sentido subjetivo que fundamenta a argumentação, mas a realidade. Este é o critério: o mundo que nos cerca.
sábado, 12 de julho de 2008
domingo, 27 de janeiro de 2008
Breve Paz com as Palavras
Não sei se fiz tudo o que tinha a fazer
O tempo parece ter me vencido
Espero um dia ser dele senhor e poder controlá-lo
Como hoje o faria se pudesse
Espero conhecer em breve tais segredos
A verdade é que passou
O tempo acabou, embora pareça que mal começou
Ou bem começou, embora pareça que já acabou
Mas, seja quem for, não fiz
Não sou todo fracasso por isso
Mas sinto-me mais distante de não sê-lo
Faltou coragem
E é tudo parte desse processo
Eis o desenvolvimento da crítica
Nada é tão simples ou certo
Quanto as palavras, palavras
Que mal existem, sei que não existem
São meu inimigo e preciso delas
Quem sou eu senão o que expresso
E quem sou eu que uso palavras
Quando elas nada significam
Mas o tempo
Este é seu próprio senhor
Este existe e em diversas dimensões
Em todas que houver
E por isso me controla
Persegue e finge
Como o melhor cão
Que é meu amigo
E num dado momento diz:
Eis a tua última oportunidade!
E é então que acaba
Tudo passa
Tudo acaba
O mundo é um lugar perdido
E o problema dele é um só:
O homem
O desenvolvimento da inteligência,
Acrítica, note
Resulta nisso: Nada
Parafernálias e cacaréus
E a evolução inútil
Eis nosso legado
Morte e Destruição
Desde sempre e para sempre
Eis a essência de nossa existência
Enquanto sujos que se lavam
E seguem imundos
A linha tênue que separa
Meu pessimismo
De minha alegria e amor
Demarca justamente
Do que sou capaz
E é esta dualidade que me compõe e me consome
É o homem
Que constrói
E compõe sonhos diversos
Materializa fantasias
Mas não fantasia como deveria
E por isso é que é homem
E não bicho
Afinal bicho não tem papel que valha alma
Amanhã não me importarei tanto com os que vierem
Mas hoje me importo com os que aqui estão
E não mais amanhã estarão
E é por isso que é
Tudo é transitório
De definitivo
Não te querem nem a alma
Amizades eternas não movem o processo de produção
E humanização nada é senão
Conversa
De vagabundo
E é o que sou: o vagabundo
Por isso preciso das palavras
Que ninguém irá ouvir
Por isso preciso da alma
Que ninguém irá comprar
Pois nela não há valor de que necessitem
Interação é segurança
E isso é lucrativo
Mas me engana quem diz
Que é necessário
É um erro:
Apenas isso.
Podia parar por aqui
Mas vou além
Ou não
Não importa
Já não faz diferença
É tudo cíclico
Na medida em que é infinito
É como a curva que tende a zero
E nunca chega nele
Divida meu valor ao meio
E nunca me anulará
Sou mais que nada
E isso não é muito
Mas já é algo:
É o que sou.
O tempo parece ter me vencido
Espero um dia ser dele senhor e poder controlá-lo
Como hoje o faria se pudesse
Espero conhecer em breve tais segredos
A verdade é que passou
O tempo acabou, embora pareça que mal começou
Ou bem começou, embora pareça que já acabou
Mas, seja quem for, não fiz
Não sou todo fracasso por isso
Mas sinto-me mais distante de não sê-lo
Faltou coragem
E é tudo parte desse processo
Eis o desenvolvimento da crítica
Nada é tão simples ou certo
Quanto as palavras, palavras
Que mal existem, sei que não existem
São meu inimigo e preciso delas
Quem sou eu senão o que expresso
E quem sou eu que uso palavras
Quando elas nada significam
Mas o tempo
Este é seu próprio senhor
Este existe e em diversas dimensões
Em todas que houver
E por isso me controla
Persegue e finge
Como o melhor cão
Que é meu amigo
E num dado momento diz:
Eis a tua última oportunidade!
E é então que acaba
Tudo passa
Tudo acaba
O mundo é um lugar perdido
E o problema dele é um só:
O homem
O desenvolvimento da inteligência,
Acrítica, note
Resulta nisso: Nada
Parafernálias e cacaréus
E a evolução inútil
Eis nosso legado
Morte e Destruição
Desde sempre e para sempre
Eis a essência de nossa existência
Enquanto sujos que se lavam
E seguem imundos
A linha tênue que separa
Meu pessimismo
De minha alegria e amor
Demarca justamente
Do que sou capaz
E é esta dualidade que me compõe e me consome
É o homem
Que constrói
E compõe sonhos diversos
Materializa fantasias
Mas não fantasia como deveria
E por isso é que é homem
E não bicho
Afinal bicho não tem papel que valha alma
Amanhã não me importarei tanto com os que vierem
Mas hoje me importo com os que aqui estão
E não mais amanhã estarão
E é por isso que é
Tudo é transitório
De definitivo
Não te querem nem a alma
Amizades eternas não movem o processo de produção
E humanização nada é senão
Conversa
De vagabundo
E é o que sou: o vagabundo
Por isso preciso das palavras
Que ninguém irá ouvir
Por isso preciso da alma
Que ninguém irá comprar
Pois nela não há valor de que necessitem
Interação é segurança
E isso é lucrativo
Mas me engana quem diz
Que é necessário
É um erro:
Apenas isso.
Podia parar por aqui
Mas vou além
Ou não
Não importa
Já não faz diferença
É tudo cíclico
Na medida em que é infinito
É como a curva que tende a zero
E nunca chega nele
Divida meu valor ao meio
E nunca me anulará
Sou mais que nada
E isso não é muito
Mas já é algo:
É o que sou.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
Desrespeito
Um dos maiores exportadores mundiais de petróleo, um dos países latino-americanos que mais sofreu historicamente com a exploração estrangeira, marcado pela miséria e pela desigualdade social. Para a grandessíssima Rede Globo de Televisão, apenas uma favelinha.
O processo de internacionalização do capital e as mudanças drásticas por ele sofridas durante todo o século XX levaram a uma excessiva exploração dos países ditos terceiro-mundistas para que o “primeiro” mundo pudesse dar a sua classe trabalhadora a oportunidade de inserção no mercado como camada consumidora, e não apenas produtora. Ouvir o discurso de Keynes foi muito inteligente, mas teve um custo: ao diminuir a mais-valia, a exploração direta ao trabalhador local, esses países tiveram de buscar outras fontes de riquezas que permitissem manter o mesmo nível de investimentos já existente.
Num primeiro momento, explorar as matérias primas e o possível mercado de miseráveis dos países pobres foi a saída. A partir da segunda metade do século XX, a mão-de-obra barata oferecida pela pobreza foi o perfeito objeto de exploração. “Salários baixos” e “desemprego” tornaram-se sinônimos de “bom investimento”, “lucro” e “rentabilidade”. Embora uma pequena classe terceiro-mundista seja conivente com essa exploração, ela o é justamente para que possa acessar o mercado que é negado à grande maioria da população dos países pobres, esta sim enganada, que experimenta os sabores da globalização pelas propagandas televisivas enquanto vive a miséria.
É nesse contexto sócio-econômico que surgem, na Europa, presidentes conservadores com tanto apoio popular local e, na América Latina, presidentes populares ditos de esquerda que propõem mudanças para uma população sedenta de justiça social. É a repetição da história da humanidade, mas para a fantástica Rede Globo de Televisão, somente um bando de assassinos sedentos de sangue e desejo de manipular o povo. Para Arnaldo Jabor, então, apenas uma falácia daqueles que não enxergam no problema do explorado o prazer pela exploração. Para os pseudo-escritores (leia-se autores de novelas), é apenas birra dos partidos de esquerda. Afinal, só em 2007, 8.557.539 reitorias de universidades particulares foram ocupadas por estudantes no Brasil, não? E pior, por estudantes-comunistas-vagabundos! É aí que começo a rir e me irritar concomitantemente, pois são tantas as incongruências que eu morreria sem poder narrá-las. É triste acreditar que tanta gente morreu em luta para que um imbecil desse tipo, de quem não me importa nem o nome, tivesse liberdade para pronunciar tamanhas asneiras infundadas, e por meio cuja gravação só não é pior que a redação.
Se não vender a alma é ser vagabundo e admitir que as diferenças sociais são o câncer desse país é ser comunista, encaixo-me no estereótipo de idiota desenhado pela Globo, mas não me sou muito fã de alcunhas. Creio em meus princípios de verdade, e não me importam como os rotulam.
Porque os alunos da Globo são rebeldes sem causa, alienados lutando sem saber por qual motivo, pagando por um produto que consideram ruim e protegidos das personagens menos carismáticas da trama. É engraçado, mas enxergo nessa descrição todo um povo, ou diversos povos que são, esses sim, verdadeiros alunos alienados dos grandes senhores da mídia.
Tento manter a calma, a tranqüilidade, a visão de mundo centrada que me permite analisar e criticar a realidade em que vivo. E é um trabalho árduo, principalmente pela dificuldade em aceitar uma imposição de alguém como a Rede Globo de Televisão, que reza a seus súditos que “o verdadeiro líder tem que ser imparcial e democrático”. Bah!, haja baboseira... Ser imparcial e democrático, para eles, significa não tomar partido enquanto eles mesmos manipulam, livremente, toda uma população – a brasileira. O verdadeiro líder tem de ter a coragem necessária para tomar partido, sim, pelo lado mais fraco. Afinal, o poder é o artifício pelo qual se deve estabelecer a igualdade, seja de que tipo ela for. Mas falando em termos tão bonitos como os que o canalzão utiliza, lá vai a massa acrítica seguir os grande reis do jornalão, afinal o que importa é justamente ajudar a manter essa ordem pseudo-democrática que protege os grandes ladrões. Como disse recentemente o jornalista Mino Carta, “a imprensa brasileira é um partido político”. E esse partido prega uma democracia que é, na verdade, a maior prisão que há, porque libertar-se passou a ser politicamente incorreto. A globalização e a “ordem” criaram um monstro indestrutível, uma estrutura mundial em defesa do que for necessário para evitar mudanças. As pessoas se odeiam e nem entendem por que mentem e enganam. Funcionários públicos atendem ao povo como se fossem iluminados alimentando os porcos, e não percebem a igualdade básica que nos une.
Ontem apoiaram assassinos, hoje levantam bandeiras de justiça e paz para que se construa uma imagem bonita do monstro que são. Golpistas, falam em democracia como se ela fosse o escudo com o qual os idiotas do topo da montanha bloqueiam a erosão que poderia formar um solo plano. Mudam os desígnios da natureza dos povos como se esse fosse um “direito democrático” deles, mas não dos políticos... Políticos, jamais governem! Essa regalia, hoje, se reserva para a imprensa.
Isso sem falar no desrespeito, tão bem maquiado nessa enxurrada de informações que só serve para compor a nova opinião geral a respeito de algo. De todo modo, não importa. Somos todos inferiores, incapazes de abstrair. E viva a democracia!
O processo de internacionalização do capital e as mudanças drásticas por ele sofridas durante todo o século XX levaram a uma excessiva exploração dos países ditos terceiro-mundistas para que o “primeiro” mundo pudesse dar a sua classe trabalhadora a oportunidade de inserção no mercado como camada consumidora, e não apenas produtora. Ouvir o discurso de Keynes foi muito inteligente, mas teve um custo: ao diminuir a mais-valia, a exploração direta ao trabalhador local, esses países tiveram de buscar outras fontes de riquezas que permitissem manter o mesmo nível de investimentos já existente.
Num primeiro momento, explorar as matérias primas e o possível mercado de miseráveis dos países pobres foi a saída. A partir da segunda metade do século XX, a mão-de-obra barata oferecida pela pobreza foi o perfeito objeto de exploração. “Salários baixos” e “desemprego” tornaram-se sinônimos de “bom investimento”, “lucro” e “rentabilidade”. Embora uma pequena classe terceiro-mundista seja conivente com essa exploração, ela o é justamente para que possa acessar o mercado que é negado à grande maioria da população dos países pobres, esta sim enganada, que experimenta os sabores da globalização pelas propagandas televisivas enquanto vive a miséria.
É nesse contexto sócio-econômico que surgem, na Europa, presidentes conservadores com tanto apoio popular local e, na América Latina, presidentes populares ditos de esquerda que propõem mudanças para uma população sedenta de justiça social. É a repetição da história da humanidade, mas para a fantástica Rede Globo de Televisão, somente um bando de assassinos sedentos de sangue e desejo de manipular o povo. Para Arnaldo Jabor, então, apenas uma falácia daqueles que não enxergam no problema do explorado o prazer pela exploração. Para os pseudo-escritores (leia-se autores de novelas), é apenas birra dos partidos de esquerda. Afinal, só em 2007, 8.557.539 reitorias de universidades particulares foram ocupadas por estudantes no Brasil, não? E pior, por estudantes-comunistas-vagabundos! É aí que começo a rir e me irritar concomitantemente, pois são tantas as incongruências que eu morreria sem poder narrá-las. É triste acreditar que tanta gente morreu em luta para que um imbecil desse tipo, de quem não me importa nem o nome, tivesse liberdade para pronunciar tamanhas asneiras infundadas, e por meio cuja gravação só não é pior que a redação.
Se não vender a alma é ser vagabundo e admitir que as diferenças sociais são o câncer desse país é ser comunista, encaixo-me no estereótipo de idiota desenhado pela Globo, mas não me sou muito fã de alcunhas. Creio em meus princípios de verdade, e não me importam como os rotulam.
Porque os alunos da Globo são rebeldes sem causa, alienados lutando sem saber por qual motivo, pagando por um produto que consideram ruim e protegidos das personagens menos carismáticas da trama. É engraçado, mas enxergo nessa descrição todo um povo, ou diversos povos que são, esses sim, verdadeiros alunos alienados dos grandes senhores da mídia.
Tento manter a calma, a tranqüilidade, a visão de mundo centrada que me permite analisar e criticar a realidade em que vivo. E é um trabalho árduo, principalmente pela dificuldade em aceitar uma imposição de alguém como a Rede Globo de Televisão, que reza a seus súditos que “o verdadeiro líder tem que ser imparcial e democrático”. Bah!, haja baboseira... Ser imparcial e democrático, para eles, significa não tomar partido enquanto eles mesmos manipulam, livremente, toda uma população – a brasileira. O verdadeiro líder tem de ter a coragem necessária para tomar partido, sim, pelo lado mais fraco. Afinal, o poder é o artifício pelo qual se deve estabelecer a igualdade, seja de que tipo ela for. Mas falando em termos tão bonitos como os que o canalzão utiliza, lá vai a massa acrítica seguir os grande reis do jornalão, afinal o que importa é justamente ajudar a manter essa ordem pseudo-democrática que protege os grandes ladrões. Como disse recentemente o jornalista Mino Carta, “a imprensa brasileira é um partido político”. E esse partido prega uma democracia que é, na verdade, a maior prisão que há, porque libertar-se passou a ser politicamente incorreto. A globalização e a “ordem” criaram um monstro indestrutível, uma estrutura mundial em defesa do que for necessário para evitar mudanças. As pessoas se odeiam e nem entendem por que mentem e enganam. Funcionários públicos atendem ao povo como se fossem iluminados alimentando os porcos, e não percebem a igualdade básica que nos une.
Ontem apoiaram assassinos, hoje levantam bandeiras de justiça e paz para que se construa uma imagem bonita do monstro que são. Golpistas, falam em democracia como se ela fosse o escudo com o qual os idiotas do topo da montanha bloqueiam a erosão que poderia formar um solo plano. Mudam os desígnios da natureza dos povos como se esse fosse um “direito democrático” deles, mas não dos políticos... Políticos, jamais governem! Essa regalia, hoje, se reserva para a imprensa.
Isso sem falar no desrespeito, tão bem maquiado nessa enxurrada de informações que só serve para compor a nova opinião geral a respeito de algo. De todo modo, não importa. Somos todos inferiores, incapazes de abstrair. E viva a democracia!
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